Que correria a gente apronta no dia de uma viagem internacional. Quanta responsabilidade, quantas dificuldades, quantos temores. Ufa. O certo mesmo é que o Senhor é por nós, e nos ajuda a cada passo que damos. Tudo está milimetricamente calculado, tudo sob o controle do Eterno.
Embarcamos no vôo TAP em Confins com destino a Lisboa. Foi um momento mágico. Confesso que não me lembro de ter experimentado um vôo tão tranqüilo, tão leve. Parecia que o piloto não queria forçar os motores, e foi planando até Lisboa. Eh verdade! As aeromoças muito atenciosas nos serviam os lanches e a seguir agradeciam com um Obrigado. Eh muito bom experimentar isso. Eu é que devia agradecer e elas me agradeciam, não so a mim, mas a todos, ora pois.
Durante o vôo peguei firme nas técnicas de memorização. Peguei o mapa de Belo Horizonte e marquei todos os lugares conhecidos da cidade, casa de amigos, etc. Coisa de doido. Afinal, para memorizar todo o Novo Testamento, versículo por versículo, preciso de vários lugares conhecidos. Estou falando do Método do Caminho (e andando pelo caminho,…). Quem le entenda.
Enquanto marcava centenas de lugares no mapa, me deliciava com uma musica clássica e com um blue na voz de Ella Fitzgerald. Som do céu. Lembrei-me do meu filho Davi, que agora tem demonstrado ser exímio pianista, e anotei algumas músicas maravilhosas que ele pode treinar. Lembrei-me também de minha amada esposa, desejei que ela estivesse ao meu lado naquele momento. Até chorei aquele choro apaixonado. Lembrei-me do Thiago e da Mariana que mais dia menos dia experimentarão o sabor de uma viagem internacional.
Lembrei-me também dos muitos amigos mais chegados que irmãos, sem os quais eu não conseguiria realizar esta viagem. Não os nomeio porque os hei de desigualar, mas eles sabem. São todos muito preciosos e oro a cada dia por eles.
A chegada foi 10. Vi logo a ação dos anjos agilizando tudo junto a imigração e aos fiscais aduaneiros. Saio no saguão do aeroporto e encontro meu velho amigo, José Semedo. Amigo, irmão, pai, companheiro, intercessor, e mais algumas coisas. Fomos direto para casa de outro irmaozaço: Marcelo, que ao lado de Ana e seus filhos Samuel e Lais se dispuseram mais uma vez em ser meus anfitriões. E que anfitriões! De cara, me constrangeram, acomodando-me na suíte do casal, enquanto a família toda foi dormir na sala. E estão lá até hoje, e insistem que isso é normal.
Por hoje é só. Estou me preparando já para ministrar o segundo curso de memorização aqui em Portugal. Voces nem imaginam como é corrida a vida de um missionário. Hoje resolvi começar a escrever para o blog, senão eu ficaria em falta com todos que, de alguma forma, acompanham nossa tragetória rumo a memorização de todo Novo Testamento. Beijao.